Rômulo Fernandes
Deputado Estadual
Em 12 de outubro, festejamos o dia
das crianças; porém, é urgente refletir e agir com mais eficiência na garantia
do direito à infância digna.
O Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA) completou 35 anos em julho deste ano e, em 17 de setembro de
2025, foi promulgada a Lei nº 15.211 — (ECA
Digital) —, que atualiza e amplia a proteção, frente aos novos desafios
impostos pela era digital.
Mas, mesmo com os avanços legais,
as violações à integridade de nossas crianças e adolescentes seguem alarmantes,
pois persistem a pedofilia, o racismo na educação, o trabalho infantil, além de
tantos outros maus-tratos e homicídios em alta na faixa etária até 19 anos.
Essa triste realidade nos desafia
a aplicar melhor as leis, pois a cultura da violência, potencializada pelo
ambiente digital, exige uma resposta firme e coordenada do poder público.
Em São Paulo, os números falam
por si. Segundo o Comitê Paulista pela
Prevenção de Homicídios na Adolescência (Alesp/Unicef/Governo do Estado),
somente em 2023 foram registradas 206
mortes violentas de adolescentes, sendo 84 delas decorrentes de ação policial — um aumento de 23% em
relação à 2022, interrompendo a tendência de queda observada desde 2015. Entre
2015 e 2022, foram 2.539 mortes — média de 201 por ano —, das quais mais da metade (55,45%) resultaram da
atuação das forças ostensivas do Estado.
Ao mesmo tempo, o TCE-SP apontou, em junho de 2025, uma
defasagem de 30% no efetivo da Segurança Pública, especialmente na Polícia
Civil — justamente a instituição que deveria garantir a investigação de crimes
contra crianças, mulheres e outros grupos vulneráveis.
Para enfrentar esse difícil
contexto, apresentei o projeto de lei 878/25 – Programa de Mediação e Escuta Técnica Qualificada – PróCriança, em
apoio às delegacias da Polícia Civil. O projeto está em debate na Alesp e prevê
escuta especializada, protocolos humanizados e articulação com a rede de
proteção, evitando a revitimização e fortalecendo as investigações para que os
agressores sejam, de fato, responsabilizados — em consonância com o ECA e com a
Lei da Escuta Protegida (Lei nº
13.431/2017).
O melhor que podemos fazer por
nossas crianças é a garantia de justiça, melhorando a atuação do governo
estadual para que atue com mais respeito para que as crianças sejam prioridade
absoluta. Assim, estou focado em fiscalizar e propor medidas para que tenhamos
instituições mais preparadas.
Se você ama nossos meninos e meninas
e quer mais proteção à infância ajude-nos na fiscalização, siga nosso trabalho
nas redes e some forças nessa causa.
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